Venho por meio desta carta, relatar e lamentar os fatos ocorridos na tarde desta terça-feira, dia 9 de março, nas dependências do Ministério Público Federal, onde estava marcada para ser realizada a reunião entre as partes envolvidas sobre a situação no PAR Jardins do Boqueirão II. Achei-me por direito, como representante legal, eleito num processo democrático pelo povo, participar deste encontro, assim como fiz em diversas outras ocasiões. Ao chegar lá, depois de já estar sentado aguardando a procuradora chegar, que, aliás, estava atrasada, fui informado de que não poderia participar da reunião, porque não era uma audiência pública. Veja bem, não estava lá como o cidadão Patric. Estava lá como vereador eleito pelo povo, representante do Poder Legislativo. Ainda na Constituição Federal de 1937, o documento entende que o vereador é o mais próximo representante do povo, disponível para as queixas, pedidos e reivindicações. Ora bem, este não é um problema de interesse do vereador? Ver pessoas morando debaixo de empreendimentos com perigo da estrutura ceder?
Gostaria de prestar aqui a minha indignação. Fui eu, vereador Patric Cavalcanti, quem levantou este problema ainda em 9 de julho de 2009, juntamente com os mutuários, em audiência pública. O Ministério Público Federal somente foi acionado em fevereiro, deste ano, pelos moradores, encaminhados por mim. Nós, em conjunto com a imprensa, temos procurado os órgãos competentes para resolver este impasse, e inclusive, na manhã desta segunda-feira, dia 8 de março, nós acionamos a Defesa Civil para verificar as condições das edificações. Não foi só a mim que a ilustríssima procuradora Fernanda Alves desrespeitou, foi a todo o povo de Passo Fundo que represento.
Além disso, desrespeitou a harmonia com a qual os três poderes, legislativo, executivo e judiciário sempre se trataram. Desrespeitou ainda, a própria imprensa pedindo para que os representantes dos órgãos de comunicação se retirassem da sala e a contatassem depois da reunião terminada. Cabe esclarecer que o trato da reunião era de expediente público, sem segredo de justiça.
Assinado: Vereador Patric Cavalcanti
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